sábado, 16 de fevereiro de 2013

Dicas de Filmes - Cinema, DVD e TV



Pois é, depois de quase dois meses sem nada pra vocês, decidi me redimir e fazer um post especial com dicas de três filmes, sendo um que está nos cinemas, um em DVD e outro na TV.
Primeiramente, vamos aos cinemas.


  • Dica da Filme - Cinema: Meu Namorado é um Zumbi



(Warm Bodies, 2013)
Direção e Produção: Jonathan Levine
Elenco: Nicholas Hoult, Teresa Palmer e John Malkovich


Esse mês, um filme muito polêmico para mim, foi lançado. Polêmico? Sim. Seu nome: Meu Namorado é um Zumbi. A aproximadamente um ano, li a notícia de um filme a lá Crepúsculo seria lançado, mas ao invés de vampiros e lobisomens, um zumbi. Quiz que 2012 acontecesse naquele momento, que um meteoro caísse sobre a Terra. Um zumbi? Teria algo pior? Me perguntava. Como poderia ser feito um romance envolvendo zumbis? Seres selvagens? Cadáveres ambulantes?
Enfim, o tempo passou e as fotos da película começaram a ser lançadas. Nicholas Hoult, que já havia visto em X-Men Primeira Classe e Fúria de Titãs, é um zumbi com a maquiagem de um emo que acabara de sair das escuridões da madrugada.
Fui tomando uma certa repulsa do filme e finalmente ele foi lançado. Ao ler algumas críticas de sites especializados, vi que ele tinha agradado a maioria. Sites brasileiros e estrangeiros. Me perguntei o que estava acontecendo, mas depois de um tempo, desencanei.
Hoje, sai com duas amigas minhas para almoçar no shopping e logo depois, fomos assistir um filme. A única opção: essa mesma que você pensou. Não, não era Detona Ralph e nem João e Maria, mas Meu Namorado é um Zumbi. Estávamos tão "nem aí" que entramos na sala e o filme já havia começado. No começo, um filme de terror, normal. Porém, conforme a história foi se desenrolando, foi nos envolvendo cada vez mais. No fim, uma grande surpresa, o filme é muito bom!




Para os fanáticos por zumbi, não vão ao cinema pensando ver algo como The Walking Dead, pois a visão de morto-vivo aqui é beeeeeeeem diferente. Meu Namorado é um Zumbi é um filme bem humorado, um alívio e uma paródia dessa overdose de zumbi que tivemos nesses tempos. Com a trilha sonora maravilhosa, que passa de Bob Dylan e Bruce Springsteen á M83, que já foi dica musical aqui do Fobofobia, além de cenas de ação razoáveis e um final nada convencional se comparado a um filme de mortos-vivos. No filme, o romance é apenas algo a mais, e não é melodramático, diferente do filme que inicialmente comparei. Resumindo, Meu Namorado é um Zumbi mistura músicas indie, bom humor e romance na medida certa. Boa diversão!


  • Dica de Filme - DVD: Possessão



(The Possession, 2012)
Direção: Ole Bordenal
Produção: Sam Raimi
Elenco: Jeffrey Dean Morgan, Kyra Sedgwick e Natasha Calis

OK, é uma mistura de vários filmes, principalmente e obviamente de O Exorcista, e isto está impresso no seu nome clichê. Talvez, seja por isso que a crítica massacrou tanto o filme. Eu, porém, curti. Afinal, O Exorcista já se diz por si só.
O filme se baseia em uma reportagem do Los Angeles Times, ou seja, é carregado com o famoso "baseado em fatos reais". Uma menina compra uma caixa sinistra em um brechó e dentro desse mini baú está preso um espírito. Daí, a história se desenvolve, da maneira que você imagina. Sam Raimi capricha, assim como fez em A Morte do Demônio e na trilogia Homem-Aranha.



Possessão tem diversas cenas fortes, além da excelente atuação de Natasha na pele da menina possuída. Talvez, o que mais tenha me impressionado no filme não tenha nada a ver com ele. Fui assisti-lo no cinema, e no seu clímax, na parte mais "terror", as luzes da sala começaram a piscar e o filme travou, e ficou aquela cena estática tenebrosa no telão. Imagina os gritos da escassa plateia as 11 horas da noite? Uau! Com certeza um "quê" a mais pro filme. Cenas angustiantes, cheias de suspense.
Recomendadíssimo para amantes de filmes de terror. Mas, uma dica. Tente assistir criando um cenário assombroso, de noite, com bastante gente medrosa por perto ou sozinho. Talvez, se você não vai sentir a emoção da mesma maneira, e provavelmente o filme vai passar batido.

  • Dica de Filme - TV: Encantada



(Enchanted, 2007)
Direção: Kevin Lima
Roteiro: Barry Josephson
Elenco: Amy Adams, Patrick Dempsey e James Marsden

Um dos filmes mais "encantadores" que vi, com o perdão do trocadilho. Encantada é uma mistura de clássicos da Disney com as comédias românticas atuais, mas com muito mais amor. Tanto que o filme em em animação 2D (assim como Branca de Neve e Cinderela), quanto em live-action (atores reais). E o filme deixa isso bem claro em suas referências.
Gisele é uma princesa que vive em Andalásia, um mundo mágico e feliz. Quando está próxima a se casar com seu príncipe encantado, a mãe dele, uma bruxa, manda ela pro mundo real, mais precisamente a caótica e também encantadora Nova Iorque. Um advogado desacreditado do amor, encontra a moça perdida e a leva para casa. O filme flui e termina e você se sente muito bem depois, feliz.



A tão amável Amy Adams, uma das minhas atrizes atuais favoritas (muita boa atriz, camaleoa, parecida com a tão bela e boa atriz Nicole Kidman), é hiper convincente e faz a gente se encantar por Gisele. Tudo muito cheio de romances, musicais inusitados e magia. É como voltar a ser criança e ver um filme da Disney pela primeira vez, com toda a pureza e inocência, sem aquelas teorias de iluminatti e pactos, além das imagens subliminares.
Pode até parecer muito infantil, mas é para toda a família. Fica a dica para quem quer ter um domingo divertido. O filme vai passar amanhã, na TNT, as 20 horas, logo depois do filmaço, tanto pela obra tanto pelo tempo, O Senhor dos Anéis.

Curtam bastante essas e outras dicas aqui do Fobofobia!



segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Steven Spielberg


Steven Spielberg, 18 de dezembro de 1946
Cincinnati, Ohio, Estados Unidos


Há exatos 66 nascia uma criança que seria futuramente um despertador de sonhos de várias outras crianças, e não só elas. Essa criança era Steven Spielberg. O cineasta mais famoso e influente de Hollywood iniciou-se no mundo do cinema como a maioria dos diretores: ganhou uma câmera Super 8 dos pais e então deixou fluir a sua rica imaginação.
Com o passar dos anos, Steven se aperfeiçoou na arte e desde então a faz muito bem. Clássicos após clássico, ele firmou seu nome para sempre no mundo.
Vamos ver alguns feitos e curiosidades desse gênio, que é inspiração de muitos, inclusive minha.


  • É o diretor que mais tem filmes na lista dos 100 Maiores Filmes de Todos os Tempos, feita pela American Film Institute.
  • O filme Tubarão (1975), seu primeiro grande sucesso, foi um dos filmes que impulsionaram a era dos blockbusters (filmes de grande orçamento, grande bilheteria e marketing). Além disso, a obra foi indicada ao Oscar de Melhor Filme, mas ganhou apenas prêmios técnico (principalmente de Trilha Sonora, feita pelo maior parceiro de Spielberg, John Williams, e inesquecível).

    Steven brincando com o tubarão mecânico
    feito para o filme Tubarão (1977)

  • Após Tubarão, o diretor lançou Contatos Imediatos de Terceiro Grau (1977), um dos maiores clássicos de ficção científica. Com o filme, recebeu sua primeira indicação ao Oscar de Melhor Diretor, com apenas 31 anos.
  • Dois de seus filmes figuraram como a maior bilheteria de todos os tempos por algum tempo: em 1982, com E.T. O Extra-Terestre, que ficou no topo da lista até ser batido por outro filme de Spielberg, Jurassic Park, em 1993.
  • Apenas em 1994, com A Lista de Schindler, ganhou sua primeira estatueta de Melhor Diretor, feito que repetiria 5 anos depois com O Resgate do Soldado Ryan.
  • Esteve envolvido em filmes de sucesso, não necessariamente como diretor, mas como produtor ou roteirista. Entre eles: Poltergeist (1982), Gremlins (1984), Os Gonnies(1985), a trilogia De Volta para o Futuro e MIB - Homens de Preto (1997), Transformers (2007), entre outros.
  • É a personalidade mais rica do mundo do entretenimento com uma fortuna estimada em 3 bilhões de dólares.
  • Assumiu a direção de A.I. - Inteligência Artificial (2001), após Stanley Kubrick (2001: Uma Odisseia no Espaço, Laranja Mecânica), com quem havia criado o plano de criação e de quem era grande amigo, falecer em 1999.
  • Era ele que inicialmente iria dirigir Harry Potter e a Pedra Filosofal, mas a escritora JK Rowling recusou, pois ele queria transportar a história para os Estados Unidos, além de ser em animação e seria dublado por Haley Joel Osment (o menininho de A.I. e O Sexto Sentido). Para nossa alegria, quem assumiu a direção foi Chris Columbus.
  • Possui uma estrela na Calçada da Fama de Hollywood.


Algumas premiações e indicações:

Steven Spielberg com as duas estatuetas que ganhou
em 1994, por A Lista de Schindler

  • Oscar
Vitórias:

- 1994: Melhor Filme e Melhor Diretor (A Lista de Schindler)
- 1999: Melhor Diretor (O Resgate Do Soldado Ryan)

Indicações:

Melhor Diretor:

-1977: Contatos Imediatos de Terceiro Grau
-1981: Os Caçadores da Arca Perdida
-1982: E.T. O Extra-Terrestre
-2005: Munique

Melhor Filme:

-1982: E.T. O Extra-Terrestre
-1985: A Cor Púrpura
-1998: O Resgate Do Soldado Ryan
-2005: Munique
-2012: Cavalo de Guerra


Em 2013, Steven Spielberg tem grandes chances de faturar mais um estatueta pra sua coleção. Lincoln, com Daniel Day-Lewis, é um dos favoritos para a premiação do ano que vem.
Todos esses prêmios demonstram o reconhecimento de um belo trabalho de muitos anos. Alguns dizem que as produções de Spielberg vem decaindo com o tempo, mas descordo totalmente. Os filmes mais recentes do diretor, tendem a alcançar públicos diferentes e variados, a fim de alcançar a todos, não só aos intelectuais e críticos de cinema.
Com certeza, Steven Spielberg será sempre um dos maiores diretores de todos os tempos.



quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Captiosus - Tegmine: A Cidade-Mundo






          Passaram algumas semanas e eu já havia aprendido muito da língua e os trejeitos de meu bisneto. De vez em quando, algum Captiosus vinha nos trazer mantimentos. Ficamos trancados durante todo o momento, proibidos de abrir as cortinas das janelas, o que me causava muita curiosidade para saber o que havia além daquelas paredes. Não sabia se estava no meu tempo ou no deles. Essa curiosidade foi só aumentando, até que um dia resolvi exterminá-la. Rarana e o captiosus que nos monitorava estavam dormindo e eu deitado, sem conseguir dormir. Olhava para as cortinas translúcidas e via as luzes da  cidade, mas nada nítido, além de ouvir barulhos sinistros, como aqueles efeitos sonoros de filmes Sci-fi. Aquilo me instigava de uma maneira incontrolada, tanto que essa minha fixação me fez levantar e ir ver o mundo por trás daquelas cortinas.
          Tentando fazer o mínimo de barulho, fui em direção a enorme janela central da sala branca. Apanhei um punhadinho de pano da cortina e comecei a puxar devagar. Feixes de luz começaram a penetrar no vão que começara a se abrir e senti minha pupila encolher. Para minha frustração, metade da visão estava tapada por uma imensa árvore, mas a outra metade já me revelava muita coisa. Intensos raios de luzes, de diversas cores, rasgavam o céu. Percebi então que estava a muitos metros do chão. Olhei ao redor, imensas construções cercadas de mata densa. Esses edifícios se interligavam por corredores transparentes que cruzavam o céu, além de elevadores que se moviam em qualquer direção por meio de cabos suspensos que percorria toda a periferia que a minha visão alcançava. O que mais me chamou atenção em toda a paisagem foi uma torre que estava bem no centro, um edifício enorme, o maior de todos. Era cônico, espelhado e imponente. Sons robóticos surgiam de baixo daquilo tudo, olhei para baixo e vi pequenos veículos andando pra lá e pra cá, sem tocarem o chão. Mas, ao contrário dos filmes de viagem ao futuro, não alcançavam grandes altitudes. Então, notei que não estava em nenhuma cidade do meu tempo. Por mais tecnológicas que são, não chegavam aos pés de tudo aquilo. Logo, estava em Tegmine, a cidade-mundo. Me surpreendi com a quantidade de luz que a cidade produzia. Olhei para o alto e vi que lá em cima tinha uma barreira de acrílico, que encobria toda a cidade, como Rarana havia me dito. Era escura, mas era translúcida, mais que as cortinas pelo menos. Via o céu difuso, estava coberto de nuvens que pareciam negras, mas não sabia exatamente se era, pois o vidro era escuro. Dava para ver o reflexo do outro acrílico, que cobria a cidade que talvez fosse Sordida, a cidade dos infectados, pois a cúpula era menor. 
           Fiquei por vários minutos assistindo aquela ficção científica, até que um barulho estrondoso vindo do quarto onde Rarana e o captiosus estavam dormindo. Então, deixei a cortina e fui correndo ver, e o barulho não cessava, fiquei temeroso pela "mais humana". Chegando lá, notei que se tratava apenas do ronco do captiosus, que era bem gordo. Deitei, para tentar dormir, mas aquele som ensurdecedor não deixava. Só depois de muito custo e alguns socos nele, consegui dormir.
         Fomos acordados pelo mascarado Rebellem, o líder dos captiosus (que havia descobrido que em português significava "perigosos").
           - Vamos, acordem! - disse, em latim. Mas, já conseguia entendê-lo. - Quero ver a quantas anda as aulas!
           - Andam perfeitas. - disse para ele. - Já conheço bastante da língua e consigo dominar os trejeitos de Maiori Lacobus.
           Ele me olhou, e em seus olhos eu vi o espanto.
           - Muito bem, já estamos bem próximos de colocar nosso plano em prática!
           Levantamos e fomos comer algo na cozinha. Pela cortina, via que a luz estava mais clara, era dia, mas parecia ser umas 6 horas da tarde no meu tempo. A cúpula não permitia muita passagem de luz solar, afinal, a camada de ozônio não existia mais. Na mesa, Rebellem, Rarana e eu conversávamos sobre minha rápida aprendizagem e evolução. Depois de muita conversa, refleti bem, e disse para o mascarado:
           -  Rebellem, por que não posso dar uma volta pela cidade?
           - Você ainda não deve conhecê-la ainda! - disse, engasgando com o chá que bebia. - Além do mais, você não está pronto.
           - Sinto que estou bem preparado para pelo menos sair de carro, conhecer a cidade que um dia irei governar.
           Ele olhou bem para Rarana, que deu de ombros. Respirou fundo, pensou e finalmente disse:
            - Tudo bem, vou lhe apresentar um pouco de Tegmine.
           Por um momento, não tive mais medo dele. Terminei rapidamente meu lanche e fui me trocar no closet. Tinha várias peças de roupas, mas todas estranhas. Vesti uma camiseta preta toda estilizada, calça conceitual e sapatos alienigenalizados. Parecia estar em um desfile de moda daqueles bem bizarros. Devia ser moda naquela época. Mesmo vermelho se vergonha, saímos do apartamento e pegamos um elevador para descer. Tinha muitas pessoas no elevador, todas captiosus. Percebi que Rarana ficava me olhando toda hora e sorria quando também a olhava. Acho que ela tinha gostado daquela roupa esquisita. Enquanto saíamos pelo hall do prédio, que por sinal era bem chique, o recepcionista olhava pra mim boquiaberto.
          - Maiori"- exclamou.
          Rebellem olhou para ele e fez sinal de silêncio, o recepcionista em um instante estava calado. Estava tão atônito que entrei no carro flutuante e preto rapidamente, sem olhar para o redor. O carro era enorme e tinha os vidros esfumados. O mascarado sentou-se do meu lado e Rarana no banco da frente ao lado do motorista, que não fazia nada, pois o carro tinha piloto automático.
          A cada curva que o veículo entrava, me sentia em um mundo paralelo. Parecia estar em uma Nova York de uns mil anos a frente. Edifícios imensos, com arquitetura arrojada, ruas bem cuidadas, cheias de plantas. Carros tão tecnológicos que qualquer feira de automóvel dos meus dias jamais sonhara em expôr. Sequer tocavam o chão. Propulsores de ar embaixo deles faziam com que flutuassem, na altura em que desejassem, além disso, eram super inteligentes. As ruas não tinham sinalizações e várias vias eram sobrepostas por pistas invisíveis a olho nu. A única coisa visível eram os postes que enviavam os sinais para os carros. Não existiam casas, apenas prédios, pois eles acomodavam mais pessoas em um pequeno espaço. As pessoas pareciam felizes e todas tinham as roupas tão "conceituais" quanto as minhas. Tudo era tão majestoso e tão bem distribuído que me veio a pergunta: "O que o governo da cidade tem feito de mal, já que é tudo tão perfeito e todos vivem tão bem?", então, perguntei isso a Rebellem.
         - Você não sabe nada ainda, meu querido. - respondeu, com a voz triste. - Essa cidade está cheia de corrupção, de pode concentrado nas mãos de poucas pessoas. Isso é injustiça, o mundo é de todos. Queremos democracia, afinal, o que é bom para uns não é necessariamente bom para outros.
         - Mas, pelo que vejo, as pessoas são felizes aqui.
         - Pura alienação, meu caro. Essas pobres pessoas mal sabem nada o que acontece aqui, muito menos na cidade vizinha.
          Senti o pesar do mascarado depois de falar da cidade de onde veio, Sordida. Será que as pessoas infectadas, os immaculata, tem o mesmo conforto do tegminianos? Mas, uma coisa era certa, não queria jamais visitá-la, não queria me contaminar.
           Sem perceber, enquanto conversávamos, passamos por aquela torre imensa, a mais alta da cidade. Pedi para que voltássemos, pois ela era incrível. Rebellem fez questão de voltar, não sabia o porque de tanto entusiasmo. Quando chegamos, estacionamos na calçada em frente ao enorme edifício. Em sua fachada, palavras em latim que diziam: Governo Mundial da Cidade de Tegmine - A Cidade Mundo.
         - Olhe bem para esse lugar, querido. - disse Rebellem. - Olhe bem para esse lugar cheio de imundícies, pecados e podridão. Aqui será o lugar onde faremos tudo mudar! Um novo futuro chegará para nós!
          O mascarado estava mesmo entusiasmado, até um pouco paranoico. Olhei para o saguão do prédio e vi uma pessoa que ansiava muito conhecer, Maiori Lacobus, meu bisneto. Era realmente muito parecido comigo, queria poder conhecê-lo, saber como fui. Mas antes que pudesse expressar algo, arrancamos em disparada em direção ao apartamento em que estou "hospedado". Olhei para trás e por algum motivo achei que estávamos sendo perseguidos. Quando chegamos no hall no nosso prédio, Rebellem disse furioso para o motorista/segurança que nos guiou no passeio:
          - Da próxima vez, tome mais cuidado!
         Subimos e passamos a tarde estudando, com a companhia do mascarado, que aquela altura já considerava amigável. Então, chegou a noite e ele foi embora. Quando deitei, comecei a ouvir aqueles sons e ver aquelas luzes. Finalmente, havia conhecido Tegmine, a cidade que um dia iria governar.