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sexta-feira, 3 de julho de 2015

Postagem Especial Nº 50 - O que me encanta no cinema e os seus (e meus) problemas

Para comemorar o post de número 50, resolvi mudar de ares, falar de uma coisa que nunca falei, um assunto bastante desconhecido por mim e bem fora do meu interesse: cinema.
Escrevo esse artigo enquanto como um hiper pão de mel com chocolate, de uma quinta-feira, na semana em que voltei de férias do trabalho, então desculpe-me caso eu tenha exacerbado um pouco nas palavras.

Talvez, esse fenômeno aconteça só comigo, posso ser o "estranho" da parada, mas queria compartilhar com vocês uma coisa que me deixa muito intrigado, chateado às vezes.

Nasci em 1994, quase um século depois da primeira projeção dos irmãos Lumière (que ocorreu em 1885). Nesses cem anos muitas coisas mudaram, nossa sociedade, nossa forma de ver o mundo. Foi nesse fatídico ano que foram lançados filmes como Forrest Gump, O Máskara, O Rei Leão, Pulp Fiction e Velocidade Máxima. Pode não parecer, mas se vão 21 anos.
Onde quero chegar com isso? Hoje, se você assistir O Máskara, ou até mesmo Forrest Gump, provavelmente estranhará os efeitos especiais agora datados (ambos foram indicados ao Oscar nessa categoria, sendo que o segundo levou a estatueta).


O cinema, em pouco mais de 20 anos, teve uma mudança tremenda. Atualmente, os filmes quase não impressionam mais pelos efeitos, já virou algo comum, desde Avatar (ao meu ver, o último filme que realmente causou um grande impacto nesse aspecto).
Será que se for levar em conta esse fator, o cinema vem perdendo seu poder de encantar? Será que já chegamos no limite ou ainda tem muita coisa para avançar?
Como disse, nesse aspecto até pode ser, tanto que os estúdios estão investindo em remakes de filmes antigos para ver se causam alguma emoção, usufruindo da nostalgia - funciona às vezes, tanto que assisti Jurassic World e Mad Max Estrada da Fúria e parecia uma criança.
Mas, a história (roteiro), tem deixado a desejar. Por mais que tenha filmes com roteiros ótimos nos últimos tempos, a balança pende mais para o déficit. Muito por cauda dos remakes, e outras por um fator que comentarei mais abaixo.

Outro assunto que quero discutir é a forma como as coisas nos são apresentadas.
Cresci junto com a internet, sou da geração internet, Porém, fui inserido nesse mundo muito tarde, já que fui ganhar um computador somente em 2012. Sim, tarde. Para meus pais, não era um bem necessário, então eles nunca ligaram muito para isso. Para falar a verdade, não ligava muito também. Via meus amigos indo para a escola virados porque ficavam a madrugada toda na frente do computador, no MSN, ou fissurados em Orkut e Tumbler. Sentia falta apenas no momento de fazer os trabalhos, mas nada que uma lan house não salvasse.
Isso fez com que voltasse minha atenção para outros assuntos, como leitura (de livros físicos), escrever e assistir filmes e programas de TV. Mantinha minha mente ocupada, mesmo sem ter um computador. Vejo que isso, por um lado, foi positivo, já que me estimulou muito mais a fazer outras coisas que meus amigos achavam estranho, a ampliar meu conhecimento, a estudar (e futuramente conseguir uma bolsa de estudos e ter um intelecto suficiente para escrever esse monte de baboseira). Não estou escrevendo essas palavras para me vangloriar, jamais, é apenas para mostrar como ficar longe de certas coisas nos faz enxergar outras, assim nos deixando com a mente mais ampla.
Porém, pode ter sido prejudicial justamente nesse aspecto. Hoje, muitas coisas que são "populares" não me agradam. Talvez, essa abertura que causei em mim mesmo possa ter me fechado para gostar de outras coisas. Entretanto, no mundo em que vivemos nesse momento, não temos mais como fugir delas, por isso, também fui impactado (palavras de publicitário mesmo).

Sempre gostei de cinema, mas comecei a me aprofundar mais em meados de 2009, que foi o momento em que meu olhar mudou. Comecei a prestar atenção na fotografia, nos movimentos de câmera, enquadramento, roteiro, trilha sonora, atuação. Antes, como a criança que era, assistia os filmes de Harry Potter, Transformers, o próprio O Máskara, com uma visão bem mais de espectador, de entretenimento, do que como um crítico, sabendo o que está certo, quais os fundamentos da obra.
Sei que isso parece chato, mas sou apenas uma pessoa considerando o cinema como arte, a 7ª arte.
Porém, o material que eu tinha para assistir/criticar era muito escasso. Na época, não tinha TV a cabo e nem internet. No mais, um aparelho de DVD. Mas isso não me impedia de ver pérolas que passavam na Globo e no SBT. Mesmo assim, a maioria dos filmes que eu assistia era de uma leva mais recente, novos (no sentido de 1990 pra cá). Na época e até hoje em dia, é raríssimo um canal aberto passar uma obra antiga, afinal, não são do gosto do público. Desde criança, ouvia dizer que filme preto e branco e antigo era chato. Esse era o parâmetro que eu tinha de cinema.
Pouco tempo depois, as coisas começaram a mudar. Finalmente ganhei um computador e instalamos TV a cabo. Daí, a partir disso iniciei a minha saga pela busca de filmes referência, os chamados clássicos - digno de ser passado para outras gerações, universalmente conhecidos e servem como modelo - aqueles que nas minhas pesquisas eram os mais importantes e melhores já produzidos.
Foi nessas que assisti O Poderoso Chefão, 2001 - Uma Odisseia no Espaço, Taxi Driver, Lawrence da Arábia, entre tantos outros. Mas, o que mais me deixava intrigado e, por vezes chateado, é que esses filmes não me empolgavam. Eu sabia reconhecê-los como obra prima, sua importância, muitos deles eu gostei, realmente, muito até, mas não me causava aquele frenesi de quando assistia um Harry Potter, um Homem Aranha. Afinal, na minha mente (disso eu tenho consciência e coragem de admitir), já tinha visto aquilo. De alguma forma, aquilo não era novo para mim.
Vendo O Poderoso Chefão, via ali coisas de Pulp Fiction, de Os Bons Companheiros, Cães de Aluguel, entre outros.
Vendo 2001, vi ali Star Wars, A.I. - Inteligência Artificial, entre outros.
Mesmo sabendo que foram esses filmes que foram as influências.
Poderia assistir qualquer filme da era do Expressionismo Alemão e não via nada além de uma obra de Tim Burton com menos recursos.
Uma experiência interessante: assisti todos os filmes de Nárnia, achei ótimos (o primeiro, principalmente). Mas depois, fui ver uma trilogia chamada O Senhor dos Anéis (quando foram lançados tinha 6, 7 anos, não me julguem). Onde estão as diferenças no que se diz respeito a forma? Percebi que a adaptação de Nárnia não foi nada mais além de um O Senhor dos Anéis com menos violência. Depois vieram O Hobbit e uma caralhada de filmes de fantasia, todos na mesma pegada.
Talvez, se eu tivesse sido introduzido da maneira correta, ou se tivesse tido mais acesso a essas informações, veria as coisas com um olhar diferente.
Devo lembrar também que nasci numa época em que explosões e destruições são mais importantes que um bom diálogo, um bom roteiro (daí que surge meus sonhos estranhos). Por isso que, os filmes referência não me soam estranhos - justamente, são referência. Mas creio que muitas coisas não estão sendo de feitas da forma que deveriam ser feitas, pois usar algo como referência não quer dizer copiar. Mesmo assim, ainda prefiro muitos blockbusters a alguns "filmes referência".
Tanto que, filmes que tem algum conteúdo original, são os que geralmente mais me agradam.
Sempre que leio crítica de um filme que contradiz o que eu senti ao ver o filme, me sinto o errado. Mas, depois paro pra pensar que cada um tem seu ponto de vista, seus gostos. Só queria que essa mentalidade se firmasse na minha cabeça de forma concreta, assim paro de ficar grilado e paro também de ficar escrevendo textos como esse.

Enfim, pode ser o que for, mas o cinema, pelo menos pra mim, nunca vai deixar de ser uma arte*.



*Arte (do latim ars, significando técnica e/ou habilidade) pode ser entendida como a atividade humana ligada às manifestações de ordem estética ou comunicativa, realizada por meio de uma grande variedade de linguagens , tais como: arquitetura, escultura, pintura, escrita, música, dança e cinema, em suas variadas combinações. O processo criativo se dá a partir da percepção com o intuito de expressar emoções e ideias, objetivando um significado único e diferente para cada obra.



domingo, 25 de janeiro de 2015

Minha Experiência com Boyhood - da Infância a Juventude




No fim de 2013, vi rumores na internet do que seria um dos filmes mais ambiciosos da história do cinema: um filme que foi gravado durante 12 anos, com os mesmos atores, que acompanhava a vida de um garoto até de tornar adulto. Muito do que se foi especulado sobre essa obra era cercado de expectativa e mistério. Eis que, no começo de 2014, Boyhood foi lançado no Festival de Sundance e foi grandemente aclamado.
Confesso que, inicialmente, não foi um longa que me chamou atenção. Dos trailers que assisti ao roteiro, não vi nada de chamativo. Desde a fotografia, ao design de produção, tudo era muito simples, normal.
O ano então foi passando e as premiações foram lançando seus indicados, e Boyhood sempre figurava entre os melhores. Curiosamente, pelo menos para mim, o filme foi o mais bem avaliado do ano no Rotten Tomatoes, com 98% de aprovação. Naquela altura, já havia assistido Interestelar, O Grande Hotel Budapeste, entre outras produções que ao meu ver eram mais bem produzidas, e entãoa obra começou a me chamar atenção.
Um dia de outubro, enquanto fazia meu trabalho de checking em cinemas (sim, uma das minhas funções no meu emprego é assistir e conferir comerciais em cinema), me deparei com Boyhood. Assisti cinco minutos do filme, a surpresa foi grata, porém conto isso mais abaixo.
Semana passada, adquiri dois filmes: Garota Exemplar e Boyhood. Dois dos grandes campeões de crítica de 2014. Primeiramente, assisti Garota Exemplar, que é um estilo de filme que me agrada mais. Não me decepcionei, é claro, David Fincher é um dos meus cineastas preferidos. Estraguei a grande surpresado livro, que nem terminei de ler de tão ansioso que estava. Mas isso será discussão para um post futuro.
Quando a euforia por Garota Exemplar ainda estava a toda, resolvi assistir Boyhood.


Logo no início, entre nuvens, surge os costumeiros nomes das produtores e do filme, embalados por Yellow, do Coldplay, uma das minhas bandas preferidas. Somos então transportados para a história de um garoto, que vive com a irmã um pouco mais velha e a mãe, recém separada do pai e que luta para dar uma vida melhor aos filhos, nem que para isso cometa seus erros (afinal, #somostodoshumanos). Na pequena TV, o garoto assiste Dragonball (essas foram as surpresas ditas mais acima).
Como vocês puderam conferir nos primeiros posts do blog, fui uma criança que cresceu no virada do milênio. Logo, Coldplay e Dragonball fizeram parte da minha infância.
Conforme o filme foi passando, me identificava cada vez com o Mason, o garoto ali retratado. Os pais separados, as mudanças de casa, o novo marido da mãe. Foi realmente incrível o quanto vi da minha vida naquela história.
A simplicidade que comentei no começo do post, que seria uma barreira para mim, logo se tornou um ponto a mais. Afinal, a vida em si não é repleta de momentos simples?
A passagem no tempo é suave, e só é perceptível se você prestar atenção nos personagens. Assim, veio o corte de cabelo contra o gosto, a troca de escola, o bullyng.



A época em que Mason se torna adolescente é extraordinária. Ali vejo muitas referências as coisas que fizeram parte da minha, como a cultura emo, o primeiro beijo, questões como bebida e cigarro.
Todo o desenvolver do roteiro foi acompanhada por uma excelente trilha sonora, que pontua exatamente a época. Por isso, ouvimos de Coldplay à Britney Spears, de Blink 182 à Lady Gaga, de Kings of Leon  Arcade Fire à High School Musical.
Além de várias outras referências a cultura pop da década, como Harry Potter, Toy Story, Facebook.
Por essas e outras, Boyhood - da Infância a Juventude foi uma grata surpresa, que encanta pela sua simplicidade, pela boa história, por essa forte identificação e pelo envolvimento de todos que trabalharam nele. É uma linda obra, que te leva a pensar na vida como um grande filme que ela é.
Assim sendo, não espere grandes reviravoltas de roteiro, efeitos especiais, ou uma grande produção. Boyhood é um retrato da vida, com todas suas belezas e tristezas, seus momentos difíceis e inesquecíveis.
Com certeza, a dedicação dos atores de Richard Linklater merece todos os elogios que vem recebendo.



quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Filmes que Falam sobre Filmes




Recentemente estreou nos EUA "Saving Mr. Banks" (no Brasil, tristemente traduzido para Walt nos Bastidores de Mary Poppins*), que conta com um grande time de atores, como os vencedores do Oscar Emma Thompson, que você conhece como a doida professora de adivinhação Sybill Trelaweny, dos filmes de Harry Potter e como a Babá McPhee; e Tom Hanks, que dispensa apresentações.



Como o título brasileiro nos diz, o roteiro do filme conta-nos como foi os bastidores de um dos filmes mais queridos de todos os tempos: Mary Poppins. Durante quatorze anos, Walt Disney (Tom Hanks) tentou adquirir os direitos de Mary Poppins da escritora australiana P.L. Travers (Emma Thompson). Quando o acordo foi finalmente fechado e o filme foi terminado, a autora mostrou-se muito descontente com o o resultado final, especialmente no que diz respeito às cenas em animação.
O filme foi muito bem recebido pelos críticos e é um dos grandes favoritos ao Oscar 2014.

*Mary Poppins: é um filme norte-americano de 1964, do gênero fantasia musical, dirigido por Robert Stevenson, e com roteiro baseado nos livros de mesmo nome de P. L. Travers.


Sinopse: Em 1910, em Londres, o banqueiro Mr. Banks, um homem frio que trata com rigidez Jane e Michael, seus filhos sapecas, não consegue contratar uma babá, pois elas desistem facilmente do emprego.
Numa noite, enquanto redige com sua esposa um anúncio de jornal procurando uma babá, sua filha Jane aparece com uma carta mostrando como seria uma babá perfeita. Esta carta acaba chegando nas mãos de Mary Poppins, que é tudo aquilo que está descrito na carta. Mary Poppins possui poderes mágicos e, com seu amigo faz-tudo Bert, transforma a vida daquela família, com muita música, magia e diversão.

Elenco: Julie Andrews, Dick Van Dyke, Karen Dotrice, Matthew Garber, David Tomlinson, Glynis Johns

Notas: 
  • Em 1965, no Oscar, venceu nas categorias de melhor atriz (Julie Andrews), melhores efeitos visuais,melhor edição, melhor canção original e melhor trilha sonora substancialmente original.
  • Este filme ocupa a sexta colocação na Lista dos 25 maiores musicais americanos de todos os tempos, idealizada pelo American Film Institute (AFI), divulgada em 2006.



Esse não é o único filme que fala sobre outro filme de Hollywood. Não digo apenas filme que fala sobre a arte do cinema, que tem de monte, mas sim de filmes que contam a história por traz da produção de filmes conhecidos.
Para esse post, selecionei dois desses filmes que falam de produções famosas, mas que tiveram tipos de sucessos diferentes. Um conta as produções do diretor considerado o pior de todos os tempos e o outro nos conta como foi a produção do filme de suspense mais conhecida da história. São ótimos e valem como dicas preciosas de boas películas. 

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O filme: Ed Wood (Tim Burton, 1994)
O filme de referência: Todos os filmes de Ed Wood, inclusive o anti-sucesso Plano 9 do Espaço Sideral (1959).





Ed Wood é um filme estadunidense de 1994, dos gêneros comédia dramática biográfica, dirigido por Tim Burton, sobre Edward Davis Wood Jr., considerado o pior diretor de todos os tempos. O roteiro é baseado em livro de Rudolph Grey. O filme foi rodado em preto-e-branco.

Elenco: Johnny Depp, Martin Landau, Patricia Arquette, Sarah Jessica Parker, Jeffrey Jones e Bill Murray

SinopseEd Wood (Johnny Depp) é um produtor e diretor de filmes trash e ficção científica, que usa da inventividade para fazer frente aos poucos recursos técnicos e orçamentários dos quais dispõe. A história passa-se na década de 1950, quando Ed se envolve com um grupo de atores desajustados, entre os quais estava Bela Lugosi (Martin Landau), já em final de carreira.


Após o sucesso de Edward Mãos de Tesoura (1990), Tim Burton decidiu produzir um filme que contasse a história de Ed Wood, tido como o pior diretor de todos os tempos. O diretor alega que decidiu realizar esse filme devido ao fato de que a amizade e proximidade de Ed Wood e Bela Lugosi o fazia lembrar de sua relação com Vincent Price (ator consagrado de filmes de terror).
O filme em si foi bem aclamado pela crítica e recebeu dois Oscars (Melhor Maquiagem e Melhor Ator Coadjuvante - Martin Landau).




Plano 9 do Espaço Sideral: Um filme feito para ser suspense que acabou virando um cult cômico de tão mal produzido. Cenas engraçadas, rodadas em cenários precários que se desprendiam e com a continuidade toda errada. Ora dia, ora noite, em apenas um movimento de câmera. Discos voadores de brinquedo e cenas que se repetiam. É tão puro que chega a ser ingênuo. Pena que Ed não viveu o suficiente para ver a obra que considerava seu Cidadão Kane ganhar tanta notoriedade. Roteiro ruim, cenas ruins, péssimas atuações. Porém, o engraçado é que o filme de tão ruim chega a ser divertido. Genial.
Na minha opinião, existem obras bem piores.
O filme hoje é um clássico cult.




Ed Wood: O filme não conta a história do diretor, não é uma cinebiografia como parece. Conta apenas o período entre sua primeira produção (Glen or Glenda) e seu grande anti-sucesso Plano 9 do Espaço Sideral.
É muito cômico, divertido e ao mesmo tempo emocionante. Os perrengues que os atores e a equipe passavam é nos passado de forma leve, mas nos mostra que Hollywood não é apenas glamour e dinheiro. Eu acabei ficando até com pena em certas situações.
Crédito para Martin Landau, que representa Bela Lugosi fabulosamente, como um ator decadente e esquecido, viciado em drogas, em seu últimos dias, mas sem deixar seu amor pelo trabalho e sua grande amizade com Ed de lado.
Os filmes do Tim Burton dispensam comentários. Produção muito bonita e bem datada, uma grande homenagem. O que mais diverte, na minha opinião, é você ver todas as cenas de Plano 9 sendo gravadas, identificá-las e rir novamente de tão ruim que ela é.





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O Filme: Hitchcock (Sacha Gervasi, 2012)
O filme de referência: Psicose (Alfred Hitchcock, 1960)




Hitchcock é um filme dirigido por Sacha Gervasi e baseado no livro não fictício de Stephen Rebello Alfred Hitchcock and the Making of Psycho (Alfred Hitchcock e os Bastidores de Psicose)

Elenco
  • Anthony Hopkins como Alfred Hitchcock
  • Helen Mirren como Alma Reville
  • Scarlett Johansson como Janet Leigh
  • Toni Collette como Peggy Robertson
  • Danny Huston como Whitfield Cook
  • Jessica Biel como Vera Miles
  • James D'Arcy como Anthony Perkins

Sinopse: Hitchcock foca na relação entre o diretor Alfred Hitchcock e sua esposa, Alma Reville, durante as filmagens de Psicose, abrangendo desde o assassino de Wisconsin Ed Gein, a inspiração real para o personagem Norman Bates, até o lançamento do inovador filme em 1960.




Psicose: O filme conta a história de Marion Crane (Janet Leigh), uma secretária que rouba 40 mil dólares da empresa onde trabalha. Durante a fuga, ela para para descansar no Bates Motel (que aliás é o nome da ótima série que é o prefácio desse filme), e lá é misteriosamente assassinada. Investigação vai, investigação vem, descobre-se quem é realmente o assassino de forma reveladora e instigante, sendo assim considerado um dos melhores finais de filmes de todos os tempos.
Hoje em dia, o filme pode parecer meio ultrapassado. Porém, na época em que estreou causou grande impacto na sociedade, principalmente a clássica cena de Marion sendo morta durante o banho com aquela sinistra trilha sonora.
Alfred sabia como ninguém criar expectativa no espectador, marcando sua maneira de dirigir filmes e deixando uma legião de fãs, entre eles, cineastas renomados que viram no diretor a vontade de fazer cinema.
Psicose foi tão pioneiro que a maioria dos filmes de suspense que vieram depois utilizaram massivamente a técnica da reviravolta para explicar seus roteiros, deixando assim a fórmula gasta, repetida e sem emoção.
Clássico.






Hitchcock: O filme conta a história por trás de Psicose e os conflitos que o filme trouxe para a vida do cineasta.
É incrível como a caracterização ficou perfeita nesse filme, não só de Anthony Hopkins, magnífico como sempre, mas de todo o elenco. Muito crédito para o casting, que escolheu bons atores e parecidos com as respectivas personagens e para a maquiagem, que fez milagre acontecer em cena. Tanto fez que foi indicado a Melhor Maquiagem no Oscar passado. Veja por si só:



Incrível, não?
O filme é belíssimo. Divertido e dramático de forma equilibrada, além de ter uma ótima trilha sonora e uma referência aquele que seria o próximo filme de Alfred. Mostra sua relação com sua amada esposa e com suas "loiras", as atrizes por quem tinha grande afeto. 
Recomendadíssimo.


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Interessante conhecer mais sobre esses clássicos, não é?
Ainda mais quando os conhecemos da mesma maneira como foram concebidos.
Espero que tenham gostado!

Abraços!




sábado, 27 de julho de 2013

Semana Especial 19 anos: 19 Curiosidades do Cinema


Olá fobofóbicos! Como vão?
Essa semana será fatídica, pois no dia 30 completarei mais um ano de existência. Ano passado contei para vocês quais foram os 15 filmes que mais marcaram minha infância, as 10 músicas que mais marcaram minha infância e os 10 desenhos animados e seriados que mais marcaram minha infância. Dessa vez não será diferente, vou falar 19 (!!) curiosidades de cada um dessas artes.
Como foi da primeira vez, vou começar com o cinema, nem precisa dizer o por quê.
Vamos lá embarcar no mundo das curiosidades?

1) O primeiro filme da história

Foi "Arrivé diun Train a La Ciotat" e tem duração de menos de um minuto. Foi feito pelos irmão Lumiére (pais do cinema) em uma estação de trem de Paris e foi apresentado na mesma cidade. Porém, o público fugiu da sessão por pensarem que o trem iria sair da tela. Veja o filme:


2) O primeiro filme falado da história

Foi o filme "O Cantor de Jazz" (The Jazz Singer, de 1927). A parte falada do filme constava de apenas três cenas que não passavam de 10 minutos, pois naquele tempo os produtores acreditavam que ninguém poderia aquentar um filme com mais de uma hora de diálogo.
Foi um grande sucesso e impulsionou a produção de filmes falados. Foi também um dos primeiros filmes a ganhar um Oscar, um prêmio especial pela revolução e excelente produção. É considerado um dos melhores filmes de todos os tempos.




3) O primeiro filme colorido da história

Vaidade e Beleza (Becky Sharp, no original) de 1935. O filme foi bastante aguardado por ser o primeiro a cores, mas não caiu muito no gosto do público, por ter um roteiro fraco. Isso mostra que não é só a produção que cativa espectadores, e sim um bom enredo.




4) O filme mais longo da história

Engana-se quem achou que fosse E o Vento Levou... de 1939. Embora esse dure 238 minutos (quase 4 horas), se comparado com o mais longo, parece uma piscada de olho. O filme em questão é "Tratamento contra a insônia" (bem irônico por sinal), com 87 horas de duração, ou seja, mais de 3 dias e meio. O filme consta em uma única sequência na qual se via o poeta Lee Groban lendo uma composição se 3.400 páginas. Só foi projetada na íntegra duas vezes e ninguém conseguiu ver o filme todo.
Não é considerado um filme comercial, ainda bem. Imagina se passasse na Globo. O Brasil ia se ver livre por 3 dias e meio das suas queridas novelas.

5) O filme mais caro do cinema



É a versão russa do clássico Guerra e Paz, de 1968. Calculando o custo da inflação, o filme precisou de um investimento de 560 milhões de euros. Convertido em reais, atualmente, daria entorno de 1 bilhão e 600 mil reais. É quase  que foi gasto no Maracanã. Pouquinho.
Se tratando de filmes "conhecidos", o mais caro é Piratas do Caribe no Fim do mundo, de 2007, que somando com marketing e inflação custou 332 milhões de dólares, algo entorno de 737 milhões de reais atuais. Em segundo vem Titanic, de 1997, com 286 milhões de dólares, 634 milhões de reais.


6) O primeiro cinema do mundo

Surgiu nos EUA, é claro, em 1895, em Atlanta. O segundo foi em Los Angeles, em 1902.

7) O filme mais visto nos cinemas


Não é Avatar e nem Tropa de Elite. O filme mais visto nos cinemas foi E o Vento Levou..., de 1939. O vento levou cerca de 400 milhões de pessoas para os cinemas de todo o mundo. Porém, não chega nem perto da bilheteria dos filmes atuais, pois os ingressos na época eram bem mais baratos.
Se trouxéssemos o filme para comparar com os dias de hoje, com preço de ingressos em 3D, o filme faturaria mais de 3 bilhões de dólares, 1 bilhão a mais do que a mais alta bilheteria da história, Avatar.

 8) O filme com mais beijos




O filme com mais beijos do cinema foi Don Juan, de 1926. Durante uma hora e cinquenta minutos de filme, os personagens se beijaram 127 vezes.

9) O filme com maior número de figurantes



Foi Gandhi, de 1982. O premiado filme utilizou cerca de 300.000 figurantes, número igual a população da cidade de Suzano, em São Paulo. O número é grande porque na época não existia o recurso de multiplicar pessoas por efeitos digitais e os indianos são mais de um bilhão. Imagina a dificuldade pra retratar essa população toda.

10) O país que mais produz filmes




A Índia, é claro. Bollywood produz cerca de 700 produções por ano. Só para efeito de comparação, Hollywood produz cerca de 300 a 400 filmes por ano.

11)  A primeira pessoa a receber um Oscar



Sabemos que o Oscar é o prêmio mais alto que alguém pode receber no mercado cinematográfico e o evento é muito badalado e disputado. Mas a primeira cerimônia, em 1929, durou cerca de 15 minutos e teve a presença de 250 pessoas, que pagaram 5 dólares para estar no evento.
A primeira pessoa a receber a estatueta foi o ator Emil Jannings, pelo premio da mesma categoria. E não foi um prêmio comum, foi uma congratulação dupla, pela sua atuação nos filmes The Way Of All Flesh e The Last Command.

12) Os filmes, atores e atrizes mais premiados com o Oscar


Os filmes:



- Titanic (1997): 14 indicações e 11 prêmios
- Ben-Hur (1959): 12 indicações e 11 prêmios
- O Senhor dos Anéis: o Retorno do Rei (2003): 11 indicações e 11 prêmios








Os atores:

- Daniel Day-Lewis (3 prêmios): My Left Foot (1990), There Will Be Blood (2008) e Lincoln (2013)
- Jack Nicholson (3 prêmios): One Flew Over the Cuckoo's Nest (1975), Terms of Endearment (1983) e As Good as It Gets (1997)
- Walter Brennan (3 prêmios): Come and Get It (1937), Kentucky (1939) e The Westerner (1941)






As atrizes:


- Katharine Hepburn (4 prêmios): Morning Glory (1934), Guess Who's Coming to Dinner (1968), The Lion in Winter (1969) e On Golden Pond (1982)
- Meryl Streep (3 prêmios): Kramer vs. Kramer (1980), Sophie's Choice (1982) e The Iron Lady (2012)
 Ingrid Bergman (3 prêmios): Gaslight (1945), Anastasia (1957) e Murder on the Orient Express (1975)





13) A pessoa com mais indicações e mais prêmios do Oscar



Walt Disney foi a pessoa que mais foi indicada ao Oscar (com 59) e a que mais recebeu o prêmio (22). Além disso, recebeu 3 Oscar honorários.

14) Maiores Bilheterias Mundiais (Julho de 2013)



1º- Avatar (2009) - 2,7 bilhões de dólares
2º- Titanic (1997) - 2,1 bilhões de dólares
3º- Os Vingadores (2012) - 1,5 bilhões de dólares
4º- Harry Potter e as Relíquias da Morte - Parte 2 (2011) - 1,3 bilhões de dólares
5º- Homem de Ferro 3 (2013) - 1,2 bilhões de dólares


15) Maiores Bilheterias no Brasil (Julho de 2013)



1º- Titanic (1997) - 29, 5 milhões de espectadores
2º- Tubarão (1976) - 13 milhões de espectadores
3º- Tropa de Elite 2 (2010) - 11 milhões de espectadores
5º- Os Vingadores (2012) - 10,9 milhões de espectadores
5º- Sona Flor e Seus Dois Maridos (1976) - 10,7 milhões de espectadores




16) Animações com maior bilheteria (Julho de 2013)


1º- Toy Story (2010) - 1 bilhão de dólares
2º - O Rei Leão (1994) - 951 milhões de dólares
3º - Procurando Nemo (2003) - 920 milhões de dólares
4º - Shrek 2 (2004) - 919 milhões de dólares
5º - Era do Gelo 3 (2009) - 886 milhões de dólares







17) Maiores Franquias do cinema (Julho de 2013)



1º - Harry Potter (8 filmes) - 7,7 bilhões de dólares
O filme mais visto: Harry Potter e as Relíquias da Morte - Parte 2 (2011) - 1,3 bilhões de dólares
Obs.: Todos os filmes da franquia estão entre as 40 maiores bilheterias mundiais.

2º - 007 (25 filmes) - 6,1 bilhões de dólares
O filme mais visto: 007 Operação Skyfall (2012) - 1,1 bilhão de dólares
Obs.: Contando os não oficiais

3º - Universo Marvel (7 filmes) - 5,4 bilhão de dólares
O filme mais visto: Os Vingadores (2012) - 1,5 bilhão de dólares
Obs.: A contagem começa a partir de Homem de Ferro, de 2008. Ou seja, só conta os filmes dos super-heróis que fazem parte dos Vingadores.

4º - Star Wars (6 filmes) - 4,3 bilhões de dólares
O filme mais visto: Star Wars Episódio I - A Ameaça Fantasma (1999) - 1,5 bilhão de dólares
Obs.: Como forma de aumentar a quantia, a LucasFilm iria relançar os filmes em 3D. Porém, apenas o primeiro episódio foi relançado em 3D, aumentando a sua bilheteria e tornando o mais rentável da franquia. O plano de relançar os filmes em 3D foi abandonado e a LucasFilm foi vendida para a Disney, que vai lançar o Episódio VII em 2015.

5º - Senhor dos Anéis/O Hobbit (4 filmes) - 3,9 bilhões de dólares
O filme mais visto: O Senhor dos Anéis - O Retorno do Rei (2003) - 1,1 bilhão de dólares
Obs.: O valor arrecadado da franquia vai aumentar nos próximos meses, com o lançamento de O Hobbit: A Desolação de Smaug em 2013 e O Hobbit: Lá e de volta Outra vez em 2014. Os 4 filmes estão entre os 35 com maior arrecadação.


18) Os filmes brasileiros mais vistos (Julho de 2013)


1º - Tropa de Elite (2010) - 11,4 milhões de espectadores
2º - Dona Flor e Seus Dois Maridos (1976) - 10,7 milhões de espectadores
3º - A Dama da Lotação (1978) - 6,5 milhões de espectadores
4º - Se Eu Fosse Você 2 (2009) - 6,1 milhões de espectadores
5º - O Trapalhão nas Minas do Rei Salomão (1977) - 5,7 milhões de espectadores

Lembrando que no Brasil a contagem é feita por público e não por bilheteria.



19) As maiores bombas de bilheteria*



1º - Marte Precisa de Mães (2011)
Custou: 150 milhões de dólares
Arrecadou: 38 milhões de dólares
Saldo negativo de 130 milhões de dólares

2º - O 13º Guerreiro (1999)
Custou: 160 milhões de dólares
Arrecadou: 60 milhões de dólares
Saldo negativo de 129 milhões de dólares

3º - John Carter - Entre Dois Mundos (2012)
Custou: 250 milhões de dólares
Arrecadou: 278 milhões de dólares
Saldo negativo de 108 milhões de dólares

4º - Jack, o Caçador de Gigantes (2013)
Custou: 200 milhões de dólares
Arrecadou: 197 milhões de reais
Saldo negativo de 101 milhões de dólares

5º - Sahara (2005)
Custou: 160 milhões de dólares
Arrecadou: 119 milhões de dólares
Saldo negativo de 100 milhões de dólares

*O saldo leva em conta também os custos de propaganda e distribuição.



Essas são algumas das curiosidades e números do mercado cinematográfico.
Espero que vocês tenham se divertido, pois eu curti bastante descobrir essas façanhas!
Até a próxima!!